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Itens filtrados por data: Março 2014 - João Capiberibe

São as mãos, o suor e a dedicação do trabalhador que semeiam, cultivam, constroem, digitam, consertam, pilotam, limpam, cuidam... e produzem toda riqueza e cultura de uma sociedade.

A todos os trabalhadores, um dia de muita reflexão, de reafirmação da necessidade de lutarmos por uma sociedade nova, mais justa, socialista, onde os trabalhadores possam viver em solidariedade e de forma digna. Onde o lucro não esteja acima da vida humana.

Tela "Operários", de Tarsila do Amaral (1933)

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Trabalhos no dia 6 de maio serão desenvolvidos pela presidenta da CDH, Ana Rita (PT-ES), e pelo presidente e vice-presidente da Subcomissão da Verdade, Memória e Justiça, João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal realiza, na próxima terça-feira (6/5), diligência na cidade do Rio de Janeiro para acompanhar as investigações sobre a morte do coronel Paulo Malhães. Os trabalhos têm início às 8h30. Os senadores estarão na Comissão da Verdade do Rio de Janeiro e com integrantes da Polícia Civil e do Governo do Estado.

As diligências serão feitas pela presidenta da CDH, Ana Rita (PT-ES), pelo presidente e vice-presidente da Subcomissão Permanente da Memória, Verdade e Justiça, João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), respectivamente.

A CDH Senado por meio da subcomissão acompanha de perto o trabalho da Comissão Nacional da Verdade e das comissões estaduais da verdade. A ida ao Rio de Janeiro foi aprovada, na última terça-feira (29/4) e atende a um requerimento do senador Randolfe.

Os três senadores que irão ao Rio de Janeiro estiveram, na noite da última terça-feira, com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. “O ministro afirmou que a Polícia Federal acompanha de perto o caso e que ele próprio já havia conversado com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão e com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. Também considerou importante a ida da CDH ao Rio de Janeiro”, disse Ana Rita.

Para o senador João Capiberibe, a morte de Malhães atrapalha o trabalho de comissões da verdade que apuram os crimes cometidos durante a ditadura militar, já que poderá "tolher a participação de outros pretensos depoentes, que, certamente devem estar temerosos com esse episódio".

Para o senador Randolfe Rodrigues, a morte do coronel Malhães logo após seu depoimento à Comissão da Verdade do Rio de Janeiro deve ser cuidadosamente investigada “já que a hipótese de latrocínio parece pouco plausível uma vez que a vítima se encontrava com a saúde debilitada e pouca ou nenhuma resistência poderia oferecer ao assalto”.

Agenda da CDH no Rio de Janeiro

8h30 – Reunião com membros da Comissão Estadual da Verdade

11h – Diligência à Polícia Civil para reunião com chefe da Polícia Civil, Fernando da Silva Veloso

14h – Encontro com secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame (à confirmar)

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"Diariamente,  para chegar ao meu gabinete, tenho que passar pela Ala Filinto Müller e diariamente eu me lembro das torturas que sofri”, disse o senador João Capiberibe, durante a reunião da CDH que aprovou a mudança do nome da ala para Luis Carlos Prestes, na última terça-feira (29/4). O texto, que já passou pela análise das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Educação (CE), segue agora para a Mesa do Senado. A votação da proposta foi acompanhada pela neta de Luís Carlos Prestes, Ana Prestes. 

 

Leia matéria do Portal Vermelho, com informações da Agência Senado:

 

CDH aprova mudança do nome de ala para Luis Carlos Prestes 

 

A mudança do nome da ala Filinto Müller para Ala Luís Carlos Prestes avançou mais uma etapa nesta terça-feira (29), com a aprovação pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do projeto que trata do assunto. O texto, que já passou pela análise das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Educação (CE), segue agora para a Mesa do Senado. A votação da proposta foi acompanhada pela neta de Luís Carlos Prestes, Ana Prestes. 


O projeto segue agora para Mesa Diretora. A neta de Prestes, Ana Maria, acompanhou a votação ao lado da senadora Ana Rita.

 “É simbólico que isso seja aprovado no mês que tristemente lembramos o golpe de 1964. Que nós desfilemos a nossa liberdade por alas, ruas e avenidas que levem o nome de nossos libertadores e não de nossos algozes”, disse Ana Prestes, ao agradecer a aprovação.

O projeto foi apresentado pela senadora Ana Rita (PT-ES) em 2011. Para a parlamentar, que preside a CDH, diferentemente de Müller, Prestes foi um defensor da democracia e merece a homenagem. Tanto Filinto Müller (1900-1973) quanto Luiz Carlos Prestes (1898-1990) foram senadores.

“É um reconhecimento de sua luta pela democracia durante um período tão difícil da nossa história”, disse Ana Rita.

Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), é constrangedor que o Senado tenha uma ala com o nome de Filinto Müller. João Capiberibe (PSB-AP) contou que é doloroso para ele ver o nome de um torturador estampado na Casa.

“Diariamente, para chegar ao meu gabinete, tenho que passar pela Ala Filinto Müller e diaramente eu me lembro das torturas que sofri”, disse Capiberibe.

Em seu relatório, o senador Humberto Costa (PT-PE) avaliou que o projeto assegura o direito à memória e à verdade. "Cuida-se de substituir a homenagem feita a um agente da intolerância por outra destinada a pôr em destaque um ícone da resistência à repressão" - assinalou o parlamentar.

As senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Ângela Portela (PT-RR) e o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) também elogiaram o projeto.

Luis Carlos Prestes

Luiz Carlos Prestes é considerado um dos maiores líderes comunistas da história do Brasil. Ele nasceu em Porto Alegre (RS) em 1898, formou-se em Engenharia Militar pela então Academia Militar de Realengo, no Rio de Janeiro, em 1919. Em 1924, já capitão, rebelou-se contra as oligarquias dominantes da Primeira República, em um movimento que ficou conhecido como Coluna Prestes.

Líder da Intentona Comunista – movimento para derrubada do governo Getúlio Vargas, capitaneada pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1935 –, ele chegou ao Senado ao fim do Estado Novo (1937-1945) e comandou uma bancada de 14 deputados durante a Constituinte de 1946. Teve seu mandato cassado quando o PCB foi declarado ilegal.

Prestes só saiu da clandestinidade em 1979, ano da anistia durante o regime militar. O líder comunista passou então a apoiar o PDT de Leonel Brizola (1922-2004). Prestes faleceu aos 92 anos no Rio de Janeiro.

Filinto Müller

Mais conhecido por sua atuação como chefe da polícia política de Getúlio Vargas, Filinto Müller nasceu em Cuiabá, no ano de 1900. Com o fim da ditadura, foi eleito senador pela primeira vez em 1947 e exerceu mandatos por 26 anos, com apenas uma interrupção. Em 1973, assumiu a presidência da Casa, mas morreu logo depois em um desastre aéreo em Paris. Situado ideologicamente à direita, Filinto Müller colaborou ainda com o regime militar (1964-1985) e é lembrado por Ana Rita pela prática de tortura durante o governo Vargas e sua simpatia pelo nazismo.

 

Da Redação em Brasília
Com Agência Senado 

 

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O pedetista Waldez Góes disse que teria feito centenas de escolas, mas que não lembrava nem o nome nem nem o endereço delas. Capiberibe estranhou a repentina falta de memória do pré-candidato e, dando nome e a localização, relacionou as escolas que reformou ou construiu no seu período de governo, acrescentando à relação as do atual governador Camilo.

Veja a postagem:

Com licença! Já que fui chamado, quero entrar nesta discussão.

Nesta sexta 25 de abril de 2014, Waldez Góes foi entrevistado pelo radialista Luiz Melo. Pelo que me contaram, ocupou um tempo generoso em explicações sobre temas políticos variados. Por várias vezes me citou numa entrevista que não pode ser chamada exatamente de esclarecedora porque o pré-candidato ao governo ateve-se a criticar o meu governo e o governo atual de Camilo Capiberibe.

Senão vejamos, lá pelas tantas, Luiz Melo lhe perguntou quantas escolas havia construído.

Ele respondeu:

Olha foram... Entre escolas construídas e reformadas foram centenas, eu não posso precisar esses números aqui nesse momento, mas só no Bailique, por exemplo, eu construí quase dez escolas novas.

A rede estadual é composta de 413 unidades escolares, pela afirmação de Waldez, no mínimo a metade ou mais teriam sido construídas ou reformadas em seu governo. Tal afirmação me deixou curioso em saber o nome e o endereço dessas escolas.

Para mim, inaugurar uma só escola já é motivo de muita felicidade e emoção, avaliem inaugurar centenas! Não tem preço! Eu não posso afirmar que fiz centenas de escolas, mas até hoje lembro o nome e o bairro de algumas que construí e inaugurei.

Poderia começar pelo Bailique, mas dada a distância, o que poderia dificultar a constatação dos meus amigos aqui do face, limitar-me-ei a Macapá. Desculpem! Não posso deixar de citar pelo menos uma de lá, a mais famosa, objeto de matérias nos canais nacionais e alguns internacionais de televisão: a Escola Bosque do Bailique.

Também não posso omitir a belíssima escola do Igarapé da Fortaleza, assim como as escolas da Madeira e da Pesca no Distrito Industrial de Santana.

Agora vamos à contribuição que espero dos meus amigos do face, peço que:

1- Identifiquem e localizem as centenas de escolas que Waldez afirma ter construído, sugiro que essa tarefa seja feita pelos seus eleitores.

Comprometo-me a publicar as fotografias com seus respectivos nomes e endereços aqui na minha página à medida que me cheguem às informações.

2- Vou relacionar o nome e o bairro das escolas que me lembro, construídas em Macapá pelo meu governo, peço a vocês que me enviem fotos e mais informações que não estejam na listagem. Relacionarei também o nome e as fotos das escolas construídas no governo de Camilo Capiberibe.

Combinado?

Então vamos lá!

Escola Estadual Bairro

1. Rivanda Nazaré Novo Horizonte

2. Raimunda dos Passos Novo Horizonte

3. Maria Neuza do Carmo Jardim Felicidade I

4. Brasil Novo Brasil novo

6. Raimunda Virgolino Vila dos Oliveiras

7. Elenize Valmira Ramal do Nove

8. CRDS hoje UEAP Centro

9. Maria Benigna Moreira Congós

10. Araci Montalverne Hospital de Base

11. Ester Virgolino São Lázaro

12. Antônio Messias Zerão

13. José do Patrocínio Fazendinha ( Reconstruida)

14. Maria Angélica Pereira Góes Vila Fazendinha ( Matadouro)

15. Centro Educacional Raimundo Nonato Buritizal

16. C. E de Língua Francesa Danielle Miterrand Centro

17. Centro Profissionalizante do Amapá (CEPA) Buritizal

Escolas inauguradas no governo Camilo - novas ou que sofreram reforma completa

1. Escola Estadual Augusto dos Anjos – Macapá

2. E. E. Profª. Risalva Freitas do Amaral – Bairro Pantanal, Macapá

3. E. E. Maria Jacinta Rodrigues de Carvalho - Fazendinha

4. Escola Estadual Afonso Arinos - Santana

5. Escola Estadual Raimunda Barreto – Igarapé do Lago, em Santana

6. Escola Estadual Washington Luís Figueiredo - Tartarugalzinho

7. Escola Estadual 7 de Setembro - Serra do Navio

8. Escola Estadual Sílvio Elito de Lima Santos – Calçoene

9. Escola Estadual Santa Izabel - Área Indígena do Oiapoque

10. Escola Estadual do Calafate – Calçoene

11. E. E. Daniel de Carvalho – Santo Antônio da Pedreira

12. E. E. Carapanatuba – Macapá

13. E. E. Ivanildo Fortes Silva – Comunidade Carnot, Calçoene

14. E.E. Nazaré Távora Gurjão – Tartarugalzinho

15. E. E. do Lourenço – Calçoene

16. E. E. Creio em Deus do Araguari – Cutias do Araguari

17. E. E. Josefa Jucileide – Macapá

18. E.E. São Joaquim do Pacuí – Macapá

19. E. E. Lago da Vaca – Macapá

20. E. E. Maria de Nazaré Ferreira Lima - Tartarugalzinho

21. E. E. Deusolina Sales Farias - Macapá

22. EE. Dom Aristides Piróvano

Está em jogo o interesse coletivo e o que pretendo é qualificar e quantificar o debate sobre a educação, para isso precisamos de informações incontestáveis, isso hoje é possível graças as redes sociais que nos permitem confirmar ou desmentir a informação, nesse sentido estou reforçando o pedido aos meus amigos, e aos não tão amigos, que participem visitando essas escolas, fotografando-as e nos enviando para publicação.

 

[Do MZ POrtal]

 

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"O assassinato do Coronel Malhães coloca em dificuldade a apuração da verdade, pois inibe a participação de outros pretensos depoentes, que, certamente devem estar assustados" — afirmou Capiberibe durante reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, nesta terça-feira (29/4), que contou com a participação de Wadih Damous, presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro.

Pela manhã, o senador participou ao vivo do programa Conexão Senado, da Rádio Senado. Confira aqui:

 http://www.senado.gov.br/noticias/Radio/programaConteudoPadrao.asp?COD_TIPO_PROGRAMA=&COD_AUDIO=558864

 

Leia matéria da Agência Senado:

 

CDH vai acompanhar investigação da morte do coronel Malhães

 

 

Antes de analisar a pauta prevista para esta terça-feira (29), a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizou reunião de trabalho para debater a morte do coronel Paulo Malhães, assassinado na  quinta-feira passada (24). Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), João Capiberibe (PSB-AP) e a presidente da comissão, Ana Rita (PT-ES) querem se reunir com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e vão ao Rio de Janeiro para acompanhar a investigação do caso.

O coronel foi morto em sua casa um mês depois de dar depoimento à Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro. Na ocaisão, ele afirmou ter participado do desaparecimento dos restos mortais do deputado Rubens Paiva e contou com detalhes como os militares faziam para sumir com os corpos dos que haviam sido torturados e mortos durante a ditadura.

Segundo o presidente da comissão estadual da verdade, Wadih Damous, que participou da reunião na CDH, o coronel foi o primeiro agente que resolveu falar entre todos os que foram convocados e a confirmar que a tortura e a morte constituíram uma política de estado e não excessos de alguns agentes. Ele esteve envolvido em vários episódios como a idealização das casas da morte, o desaparecimento dos corpos na guerrilha do Araguaia, entre outros. Para Damous, as circunstâncias da morte de Malhães são muito suspeitas e devem ser investigadas.

— A casa foi invadida, eles permaneceram na casa até a chegada do senhor Paulo Malhães, com sua mulher e com o caseiro. Com eles permaneceram horas e com eles ficaram trancafiados num quarto – observou.

Damus disse que o Estado brasileiro não colabora com a apuração da verdade e perpetua a maldade que a ditadura fez no país, especialmente no caso dos desaparecidos.

— Falta a palavra oficial do Estado brasileiro, falta a palavra do ministro da Defesa, falta a abertura dos arquivos militares. E só quem pode declarar a verdade é o Estado brasileiro, em prol da democracia – afirmou.

Reunião com o ministro

Para o senador João Capiberibe, presidente da Subcomissão Permanente da Memória, Verdade e Justiça, o Estado falhou em não proteger o coronel Malhães e o assassinato do militar prejudica o trabalho das comissões que apuram a verdade sobre os crimes cometidos durante a ditadura.

— O assassinato do Coronel Malhães coloca em dificuldade a apuração da verdade, pois inibe a participação de outros pretensos depoentes, que, certamente devem estar assustados — disse.

A senadora Ana Rita disse que pediu uma reunião com o ministro da Justiça e com a ministra da Secretaria de Direitos Humanos para tratar do tema e pedir o ingresso da Polícia Federal na investigação do caso. Randolfe espera que a reunião seja ainda hoje.

— Eu espero que nós ainda possamos ter no dia de hoje uma resposta do ministro da Justiça, parece que ele nos receberá hoje e é importante ele receber a nós e ao presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio – disse.

Diligência

Após a abertura da reunião deliberativa, a comissão aprovou requerimento extrapauta do senador Randolfe Rodrigues para que o colegiado faça uma diligência ao Rio de Janeiro a fim de acompanhar as investigações da morte do coronel Paulo Malhães.

Randolfe criticou o que ele acredita ser uma tentativa da Polícia Civil de classificar o caso como um latrocínio comum e o fato de ela ter rejeitado a atuação da Polícia Federal.

— Não quero fazer nenhum julgamento sobre a Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas eu lamento a forma como está tratando o caso, o fato de não aceitar a participação da Polícia Federal, aceitar o depoimento do caseiro como encerramento do caso. Não aceito que esse caso seja tratado dessa forma — disse.

O senador alertou que o jornal O Dia, nas edições desta terça-feira, anuncia que o site do coronel Brilhante Ustra noticiou a morte de Malhães 31 minutos antes de toda a imprensa.

— Isso só reforça a necessidade de que essa investigação seja mais rigorosa — disse.

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Sexta, 25 Abril 2014 13:58

Avançando nas lutas

O Senado Federal aprovou na mesma semana o Marco Civil da Internet e a indenização para os chamados Soldados da Borracha.

A certeza de que o cidadão vai poder acessar o que quiser e não vai ser cobrado para baixar uma música ou acessar um vídeo, como as empresas querem fazer no Brasil e em outros países do mundo, foi garantida na última terça-feira (22), com a aprovação, no Senado, do Marco Civil da Internet. A nova lei já foi sancionada pela presidente Dilma.

Na quarta-feira (23) foi aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante uma indenização de R$ 25 mil para os ex-seringueiros que chegaram à Amazônia na década de 40 do século 20 e o pagamento da pensão vitalícia de dois salários mínimos. Os benefícios serão pagos aos dependentes daqueles que já morreram e para todos que estão vivos.

“Lamentamos o fato de a conquista não ter garantido mais benefícios aos heróis que lutaram nos seringais amazônicos durante a II Guerra Mundial mas, ainda assim, foi um avanço”, declarou João Capiberibe.

Sobre o Marco Civil, leia matéria do G1:

 http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/04/senado-aprova-marco-civil-da-internet.html

Sobre os Soldados da Borracha,  leia aqui a matéria da Agência Senado:

http://brasilnoticia.com.br/politica/pec-dos-soldados-da-borracha-e-aprovada-no-senado/6214

 

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No próximo sábado, 26/4, será a vez de Manaus acolher o lançamento do livro Florestas do meu exílio, romance autobiográfico de João Capiberibe, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), às 8h.

O senador socialista estará em manhã de autógrafos na abertura do 4º Seminário Regional Programático do PSB-Rede, por meio do qual os pré-candidatos a presidência e vice-presidência Eduardo Campos e Marina Silva vêm debatendo o programa de governo da aliança com a população de todas as cinco regiões do país.

Lançado em Macapá, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Belém, Vitória, Florestas do meu exílio (Editora Terceiro Nome) revela a saga de uma família nos anos de chumbo.

O livro destaca o período em que, o hoje senador, João Capiberibe foi perseguido pela ditadura, o seu papel na ALN, o encontro com Mariguella, a prisão, a tortura e, principalmente, os anos de exílio.

Um dos momentos mais emocionantes fica por conta da fuga cinematográfica da prisão, em 1971. Depois passar quase um ano encarcerado no presídio de São José, em Belém, Capiberibe fez greve de fome e, muito doente, foi transferido para o hospital da Santa Casa. Dalí fugiu disfarçado de médico, pela porta da frente, e navegou mais de 6 mil quilômetros pelos rios Amazonas e Madeira, levando a mulher e a filha com menos de 1 ano, a caminho da Bolívia.

Na travessia pela América do Sul, novos integrantes chegariam: um casal de gêmeos. Foram quase dez anos de exílio, passados entre Bolívia, Chile, Canadá e Moçambique.

A apresentação é de Ana Miranda:

Além de contar criteriosamente a saga vivida pelo casal, com sua filhinha, entre fugas dramáticas, perseguições, torturas de naturezas várias, vidas subterrâneas que fazem lembrar as cenas mais terríveis de Dickens, Conrad, Victor Hugo, até mesmo Graciliano Ramos ou Kafka, o livro tem outra virtude: revela um Brasil e uma América Latina “que poucos conhecem em todo seu encanto e rudeza, entre florestas, cumes andinos, pueblos, vinhedos, com suas canções, insurreições, fomes, tragédias e soluções de vida”, como escrevi nas orelhas do livro. “Vemos vilezas e horrores, mas também o dom humano de amar, apoiar, acreditar, lutar por um ideal; pessoas que nada possuem e são capazes de doar, desafiar gigantes, arriscar suas vidas”.

 

 

Sobre a obra e o autor:

Entre 1970 e 1974, a família Capiberibe viveu uma emocionante e perigosa epopeia pela América do Sul: movidos por ideais de liberdade e justiça, João, Janete e a filha Artionka, ainda um bebê, conseguiram escapar de Belém, no Pará, e chegar a Santiago, no Chile, sempre com os agentes da ditadura civil-militar brasileira em seu encalço. No meio do caminho, a aventura e a família ganhariam novos e frágeis integrantes, os gêmeos Camilo e Luciana. Juntos, eles atravessaram florestas por rios e estradas, viajaram a pé, de barco, caminhão, avião e ônibus, sem documentos, dinheiro ou pertences, fugindo da morte e buscando um Brasil mais justo e democrático. Além de apresentar ao leitor os momentos tensos e os instantes alegres da jornada que se inicia na prisão e termina no exílio, este livro traça um rico panorama da vida política do continente e das lutas contra governos ditatoriais em todo o mundo.

João Capiberibe, conhecido como Capi, nasceu no pequeno município de Afuá, no Pará, e aos sete anos, saiu do coração da Ilha do Marajó e desembarcou em Macapá, no Amapá. Aos 17 anos ingressou no movimento estudantil e foi cursar economia, em Minas Gerais. Deixou Minas e voltou a Belém no final de 1978, quando ingressou na Aliança Libertadora Nacional, de Carlos Marighella. Em 1970 foi preso no Pará com sua mulher, Janete Capiberibe. No ano seguinte foi transferido do presídio São José para a Santa Casa de Misericórdia, de onde fugiu disfarçado de médico, com a ajuda do amigo, o médico Almir Gabriel, que nos anos 90 seria eleito duas vezes para governar o Estado do Pará.

 No exílio viveu no Chile, no governo de Salvador Allende, de onde saiu depois do golpe do ditador Augusto Pinochet. Viveu no Canadá e em Moçambique. Em 79 voltou ao país. Inicialmente foi morar no Amapá, mas logo teve de deixar o então território por conta de perseguições políticas. Foi trabalhar com Miguel Arraes, em Pernambuco, e depois no Acre. Voltou ao Amapá e em 1985 ocupou o cargo de Secretário Estadual da Agricultura e três anos depois foi eleito prefeito de Macapá. Em 1994 foi eleito governador do Amapá por dois mandatos. Em 2002 foi eleito senador e reelegeu-se em 2010. É autor da Lei da Transparência e, desde 1987, é membro do Partido Socialista Brasileiro.

Manaus, a capital do Amazonas, será a sede do 4º Seminário Regional Programático da aliança PSB-REDE-PPS- PPL, no próximo sábado, 26, promovido pela Fundação João Mangabeira (FJM). O evento, que vem sendo realizado em todas as cinco regiões do país para debater e aprofundar as Diretrizes do Programa de Governo da aliança, dessa vez abrangerá as sugestões e demandas da região Norte.

Participam dirigentes, lideranças políticas e militantes dos quatro partidos, além de intelectuais e especialistas de diversas áreas. O Seminário irá acrescentar ao documento do programa de governo as questões dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

“A região Norte é a que tem maior potencialidade de desenvolvimento no país atualmente, em função de suas riquezas naturais, daí ser muito importante que essas diversidades naturais da região possam fazer parte das políticas públicas”, destacou o primeiro secretário Nacional do PSB, Carlos Siqueira, também presidente da Fundação João Mangabeira (FJM). “Por isso, é fundamental a participação dos nortistas nesse Seminário, assim viabilizamos que as propostas de quem conhece a fundo a região sejam também abrangidas pelo programa de governo da nossa aliança”.

O presidente Nacional do PSB, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a ex-senadora e fundadora da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, estarão presentes no 4º Seminário e, a exemplo dos demais, concederão Entrevista Coletiva à imprensa após a abertura do evento. Os presidentes nacionais do PPS, Roberto Freire, e do PPL, Sérgio Rubens de Araujo Torres, também participam.

O 1º Seminário ocorreu em 22 de fevereiro em Porto Alegre (RS), para o debate e colaboração da região Sul ao Programa de Governo da aliança; o 2º foi no dia 15 de março, no Rio de Janeiro, abrangendo a região Sudeste; e o 3º, realizado em Salvador em 22 de março, coletou as sugestões e questões da região Nordeste. Cada edição reuniu mais de 1 mil pessoas, interessadas em discutir propostas e alternativas para mudar o Brasil. O 5º e último Seminário será em Brasília, no dia 17 de maio.

O evento será transmitido ao vivo pela TV João Mangabeira (www.tvjoaomangabeira.com.br), Portal PSB 40 (www.psb40.org.br) e site da Rede Sustentabilidade (www.redesustentabilidade.org.br).

Como nos demais Seminários, após o ato político da abertura os participantes serão reunidos em seis grupos de discussão, divididos entre os cinco eixos das Diretrizes do Programa de Governo e um específico para a política regional – no caso, do Norte. As conclusões serão relatadas no encerramento e contribuirão para a continuidade dos debates.

Os temas/Diretrizes a serem debatidos são os seguintes:

1 – Estado e a democracia de alta intensidade;

2 – Economia para o desenvolvimento Sustentável;

3 – Educação, Cultura e Inovação;

4 - Políticas Sociais e qualidade de vida;

5 – Novo Urbanismo e o Pacto pela vida e,

6 – Questão Regional (Norte)

 

Lançamento - manhã de autógrafos

Na abertura do evento, às 8h, o senador João Capiberibe estará autografado seu livro Florestas do meu exílio, romance autobiográfico que destaca o período em que Capiberibe foi perseguido pela ditadura, o seu papel na ALN, o encontro com Mariguella, a prisão, a tortura e, principalmente, os anos de exílio.

 

SERVIÇO

Local: Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas

Endereço: Avenida Mário Ypiranga Monteiro, nº 3950, Edifício José de Jesus Lins de Albuquerque, Parque Dez – Manaus (AM)

Data: 26 de abril

Horário: Das 9 às 18h

 

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Com o Plenário tomado por servidores federais do Amapá, a PEC 111 foi aprovada, na noite desta quarta-feira, 23, pela Câmara dos Deputados, com 357 votos favoráveis, um contrário e duas abstenções. O governador Camilo Capiberibe (PSB), o prefeito Clécio Luis (PSOL), a Bancada Federal e servidores do ex-território acompanharam juntos a votação, demonstrando a unidade em torno da proposta que vai agora para análise do Senado Federal.

O governador Camilo encontrou-se com líderes sindicais amapaenses mobilizados em Brasília e dedicou o dia à mobilização das lideranças partidárias em favor da PEC. Numa das audiências, reuniu-se com o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, junto com deputados da Bancada Federal, os senadores João Capiberibe e Randolfe Rodrigues e servidores do ex-território.

A PEC 111 que corrige a situação funcional dos servidores federais dos ex-territórios do Amapá e de Roraima e dos municípios de Mazagão, Amapá, Calçoene, Oiapoque e Macapá, até a implantação do estado. Pela emenda constitucional, eles serão incluídos em quadro em extinção da União, em cargos de atribuições equivalentes aos que ocupavam quando eram servidores da União nos governos dos territórios.

O governador Camilo comemorou a vitória em mais uma batalha favorável aos servidores federais do Amapá. Para ele, a conquista é resultado da mobilização conjunta da bancada federal do Amapá, do Governo do Estado e da Prefeitura de Macapá. Ele recordou o apelo que fez, há duas semanas, à ministra Miriam Belchior, com quem se encontrou novamente nesta quarta. Em 2012, Camilo participou do ato de instalação da Comissão Especial que analisou a PEC, onde manifestou o apoio do Governo do Estado do Amapá à proposição e à reivindicação dos servidores.

A deputada Janete Capiberibe (PSB/AP), autora de projeto que atende os servidores federais dos municípios, incorporado pela PEC, orientou o voto “sim” da bancada socialista. “Fazemos justiça com esses servidores e com os governos estaduais aos quais estão vinculados e que pagam seus salários, mesmo que sejam servidores da União”, comemora a socialista.

Segundo a Secretaria de Planejamento, quando entrar em vigor e for efetivada a correção da situação funcional dos servidores federais do ex-território, a PEC poderá resultar numa economia de R$ 250 milhões anuais aos cofres do Estado e dos municípios.

A PEC 111/11 foi aprovada em 1º turno por 388 votos favoráveis, 3 votos contrários e 1 abstenção em 06 de março de 2013. A PEC é de autoria da deputada Dalva Figueiredo (PT/AP) com os demais parlamentares do Amapá e de Roraima e foi relatada pelo deputado Luciano Castro (PR/RR).

Por Sizan Luis Esberci

 

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"Eu não tenho dúvida que a história colocará Élson Martins no panteão dos seres raros, dos heróis da resistência da Amazônia. Eu o incluo entre os que ousaram iluminar caminhos em tempo de escuridão. Nosso mestre na arte de domesticar o medo e atiçar esperanças. Falo por experiência própria. Durante um bom tempo segui sua luz, ouvi suas músicas, li os textos que me indicava, despertei para as injustiças do mundo, tornei-me um rebelde das causas que comovem e, como ele, sem lenço e sem documento, fui à luta para desentortar o mundo que um dia desabaria em nossas cabeças. Essa história está em Florestas do meu exílio, livro de minha autoria, que Élson comenta com emoção e leveza no texto a seguir". (João Capiberibe)

 


Florestas do meu exílio

Por Elson Martins*


Li o livro do Capi faz algum tempo e sei que ele aguardava que escrevesse algum comentário, mas eu vinha sentindo dificuldade de desenvolver qualquer texto, por menor e simples que fosse. Talvez por ter vivido muito próximo dos personagens durante boa parte da narrativa, antes e depois do exilio, o que poderia resultar em intromissão indevida. Também não me agradava a ideia de parecer piegas ao tentar fazer avaliação literária. Sou péssimo nisso.


Preciso dizer, entretanto, que gostei muito do livro e o recomendo a todos, principalmente aos jovens que pouco sabem da ditadura militar que infernizou a vida de gerações passadas no Brasil. A história é real, está bem contada e pode servir de exemplo nos dias de hoje: de coragem, desprendimento, ideologia, amor coletivo e, também, amor e confiança extremos entre duas pessoas nascidas nas entranhas da Amazônia.


Ousaria dizer, com algum receio de ser contrariado, que esse amor entre os dois foi o que houve de mais verdadeiro e revolucionário durante toda a saga que eles viveram. Sem esse amor imenso, enriquecido por outros sentimentos humanistas fecundos, particulares e universais, eles não teriam resistido a tanto horror e provação.


Leiam e releiam, portanto, o “Florestas do meu exilio” com esse olhar diferenciado, com mais sentimento e menos conceito, pra ver se não vão se deparar com a história numa dimensão duplicada da vida, com afeto, confiança, sonho, ousadia e desapego material infinitamente ampliados!


Eu fui testemunha privilegiada desse acontecimento. Talvez por ser também da Amazônia, nascido nas brenhas de um Acre isolado e invisível, ao conhecer o casal já estava predestinado a ser cúmplice “para o que desse e viesse”. Acompanhei choros, ciúme, medos, desentendimentos que não passavam de encenação na construção de um elo afetivo indestrutível, com mil matizes de ação  nem sempre clara, nem sempre acolhedora, nem sempre justificável do ponto de vista de quem pensa coletivamente.


Aí, me dispus a ser parte dessa revolução imprevisível, nervosa, de ida e volta sem fim.


Acho que, de algum modo, nunca me desgarrei dos dois (Capi e Janete), mesmo quando a ditadura espalhava o boato de que tinham sido “eliminados” pelas forças da repressão, para não dar mau exemplo. Nem quando sumiram para atravessar não uma, mas quatro ditaduras da América Latina até ressurgirem de braço com a liberdade no Canadá distante, e na África do fim do mundo.


Eu me orgulho dessa história por ter restado parte dela na minha casa em Belém, após a fuga do Capi da Santa Casa de Misericórdia, onde se encontrava com licença de saúde do Presídio São José, mantido sob forte guarda. Fui algumas vezes à casa da Janete atrás do presídio, uma delas na tal noite (relatada no livro) em que o Capi convenceu, com argumento infalível, um segurança a saírem os dois do hospital, de madrugada, para visita-la e logo retornar. Eu e uns poucos amigos aguardávamos na casa suspeita tomando cuba-libre (rum com cocacola), ouvindo o vinil que Caetano Veloso (também no exilio) tinha gravado na Inglaterra.


Ah! Ninguem estava sossegado. Capi e o policial somente chegariam por volta das 3 horas da madrugada, e quando chegassem, Capi ou Janete levaria um copo de cuba-libre para o segurança, que teria de permanecer na sala, numa rede, sem identificar as visitas. Na cozinha, ouvíamos “A Little More Blue,” “London, London” e uma versão estonteante da música “Asa Branca”, do velho Luiz Gonzaga.
Deu tudo certo. Era apenas um teste para o que aconteceria numa outra noite: a extraordinária fuga do casal com a filhinha Artionka, de oito meses de idade, numa canoa rio acima para a história tão detalhada no livro.O risco na casa da Janete ficou indelével nos que permaneceram no prolongado medo e nojo da ditadura militar.


Na versão reinventada de “Asa Branca”, Caetano canta um refrão em forma de grunhido: nhaung- nhaung- nhaung- nhaung... Tão novo, tão lindo, tão triste, tão ameaçador que nos provocou um riso geral e descontrolado, um mal súbito, um prenúncio de saudade e dor.


Elson Martins é jornalista acreano. Como repórter regional de O Estado de São Paulo, acompanhou a partir 1975 a primeira fase dos conflitos pela terra no Acre, ajudando a colocar Chico Mendes na mídia local e nacional. Foi um dos editores do jornal alternativo Varadouro, que tomou partido da luta dos seringueiros, índios e posseiros a partir de 1978.

 

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