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Itens filtrados por data: Agosto 2013 - João Capiberibe
Segunda, 30 Setembro 2013 15:05

Sem provas contra Capiberibe

 

Correio Braziliense (30/09/13) - 

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu arquivar a denúncia de que o senador João Capiberibe (PSB-AP) teria comprado um imóvel com recursos públicos. A Corte acatou parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), que analisou os documentos da aquisição da uma casa e atestou a legalidade do negócio. Para o parlamentar, houve “uma clara tentativa de intimidação por ter solicitado, na tribuna do Senado, mais agilidade no processo investigativo da Operação Mãos Limpas, que apura o desvio de milhões de reais dos cofres do estado do Amapá por autoridades políticas, algumas ainda em exercício, pertencentes ao mesmo grupo político de Fran (Soares Nascimento Júnior, autor da denúncia)”.

Capiberibe se refere ao ex-senador Gilvam Borges (PMDB-AP), que ficou atrás dele na corrida ao Senado em 2010 e, portanto, ocuparia sua cadeira em caso de cassação. A família de Borges é dona de veículos de comunicação no Amapá e já teve Fran Júnior, radialista e ex-deputado estadual, como funcionário. A última eleição vencida pelo peemedebista foi em 1994 e, desde lá, ele e aliados vêm enfrentando a família Capiberibe nos tribunais.

De acordo com denúncia de Fran, em 2002, Capiberibe comprou uma casa, avaliada em R$ 1 milhão, de José Ricardo Abucham, irmão do dono da empresa Engeform. Na época, o governo do Amapá, sob comando de João Capiberibe, pagou R$ 2,4 milhões a Engeform como atualização financeira de um contrato. Segundo a acusação, o pagamento era para quitar o imóvel.

Mas a PGR pediu o arquivamento da denúncia pela “inexistência de elementos que comprovem os delitos narrados na notícia crime, ressalvada a reabertura das investigações caso surjam indícios concretos da prática dos delitos contra administração pública imputados ao senador João Capiberibe”.

Principal aliado do senador José Sarney (PMDB-AP) no Amapá, Gilvam Borges tem apelado para iniciativas inusitadas. Sem mandato, ele lançou, em 2011, o “governo paralelo para despachar sobre questões típicas do governo do estado, hoje comandado por Camilo Capiberibe (PSB). Como “governador paralelo”, Borges chegou a ser detido pela polícia ambiental quando tentava aterrar um canal para abrir um acesso rodoviário. Segundo ele, a ação ajudaria a desafogar o trânsito na capital. Gilvan foi procurado pelo Correio insistentemente durante três semanas. As secretárias do ex-senador nunca passaram a ligação para ele, alegando que ele estava ocupado. Fran Júnior não foi localizado pela reportagem.

 

 

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Sucesso de público e conteúdo o lançamento de 'Florestas do meu exílio', em Brasília, na última quinta-feira (26/9). Amigos de Capi, familiares, parlamentares, diplomatas, jornalistas e escitores compareceram em peso. A noite de autógrafos foi no bar Feitiço Mineiro, embalada por show dirigido pelo maestro Joaquim França, com artistas do Amapá e da Capital Federal. O autor não descançou: mais de 400 autógrafos! O próximo lançamento será no dia 4 de outubro em Belém-PA.

 

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 A pedido do senador João Capiberibe (PSB-AP), a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), realizará audiência pública para discutir conflito envolvendo retireiros, fazendeiros e grileiros em Luciara (MT). De um lado, os retireiros (comunidade tradicional da região) defendem a criação de uma reserva florestal e, de outro,  fazendeiros e grileiros temem ser expulsos do local, o que tem provocado um cenário de  violência. Lideranças dos retireiros e seus familiares têm sido ameaçados frequentemente. A audiência deve ocorrer na primeira quinzena de outubro.

 

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Sexta, 27 Setembro 2013 23:50

Seu amigo esteve aqui

 Na noite de quarta-feira, 25/9, foi lançado na Biblioteca do Senado o livro "Seu amigo esteve aqui", da jornalista Cristina Chacel.
A história do desaparecido político Carlos Alberto Soares de Freitas, assassinado na Casa da Morte, em Petrópolis (RJ), é contada nesse livro. 
Após 27 anos de retorno à democracia, o Brasil ainda luta para desenterrar e reconstituir uma dolorosa história de crimes e desaparecimentos passada nos porões do regime militar. 'Seu amigo esteve aqui' faz parte desse árduo trabalho de investigação. Dirigente da organização clandestina de esquerda VAR-Palmares, e desaparecido aos 31 anos, Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, codinome Breno, é o protagonista dessa história arrebatadora.
Nascido em Belo Horizonte, Beto acordou para a política na universidade, no início da década de 1960. Aderiu ao grupo socialista de esquerda Polop, colaborou para a formação das Ligas Camponesas de Minas Gerais e foi preso em 1964 por pichar um muro com palavras de solidariedade a Cuba. Libertado com um habeas corpus, foi condenado à revelia a três anos de prisão. Na clandestinidade, ajudou a fundar a Colina, que adiante formou a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), com ramificações em todo o país. Pela força de sua liderança, Beto atraía para a resistência inúmeros jovens – entre eles a então secundarista de dezesseis anos Dilma Rousseff, uma das personagens dessa trama.

 

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Em 15 de fevereiro de 1971, Beto foi preso no Rio de Janeiro e nunca mais foi visto. Uma década depois, descobriu-se que ele fora assassinado em uma casa em Petrópolis (RJ), a Casa da Morte, onde presos políticos eram mantidos em cárcere privado, sendo barbaramente torturados e quase sempre mortos.
Num texto digno do melhor jornalismo investigativo, o livro traça um perfil desse personagem a partir de pesquisas em jornais e documentos inéditos e cerca de 60 depoimentos de ex-militantes, parentes e amigos de Beto. Cristina Chacel reúne e monta pedaços de episódios, narrativas imprecisas entremeadas por lacunas, fazendo uma costura de lembranças, muitas delas trazidas à tona pela primeira vez. Nessa tessitura, percorre um caminho tortuoso para qualquer biógrafo, o de desvendar uma vida clandestina, e revela uma nova história, até mesmo para quem a viveu.
Prestigiaram o evento, uma iniciativa dos senadores Ana Rita e João Capiberibe, respectivamente presidente e vice-presidente da CDH do Senado, os ministros Garibaldi Alves, Teresa Campelo, Eleonora Menicucci, o ex-ministro Franklin Martins, o deputados federais Alessandro Molon, Janete Capiberibe e o senador Randolfe Rodrigues.

 

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Em reunião deliberativa da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na manhã de hoje 25/9, o senador Aécio Neves (PMDB-MG) comunicou ao presidente da CCJ, Vital do Rego (PMDB-PB), que já está pronta a relatoria da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 24, de autoria de João Capiberibe (PSB-AP), e sugeriu que a mesma seja votada pela Comissão. Aécio é relator da proposta que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública. O presidente da CCJ acolheu a solicitação e garantiu que a PEC 24 será votada na próxima quarta-feira, 2/10.

A PEC 24 propõe que os recursos do Fundo provenham de parcelas do IPI incidente na produção de armamento e material bélico; do ICMS arrecadado da comercialização de armamento e material bélico; do ISS cobrado das empresas das empresas de Segurança Privada; da contribuição de 3% do lucro líquido das instituições bancárias e financeiras; de doações de qualquer natureza, de pessoas físicas ou jurídicas do país ou do exterior; e outras receitas a serem definidas na regulamentação do Fundo.

A proposta conta com o apoio da Associação Nacional das Entidades Representativas de Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares (ANERCS), da Confederação Brasileira de Policiais Civis (Cobrapol) e do Conselho Nacional de Segurança Pública, que reúne dezenas de entidades relacionadas a Direitos Humanos e a Segurança da sociedade civil.

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Na manhã desta segunda-feira, 23/9, finalmente aconteceu a visita da comitiva criada pela Subcomissão da Verdade e Memória do Senado, presidida pelo senador João Capiberibe (PSB-AP), ao Doi Codi. Além de parlamentares, faziam parte integrantes da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, que havia sido impedida de entrar no quartel há cerca de um mês.

 

A visita é considerada um marco na luta pela transformação de espaços como esses em centros de memória, um dos projetos das comissões da verdade. 

 

Fizeram parte da comitiva, além dos senadores Capiberibe e Randolfe Rodrigues (presidente e vive-presidente da Subcomissão do Senado), quatro membros da Comissão da Verdade do Rio - Wadih Damous, Marcelo Cerqueira, Álvaro Caldas e Nadine Borges (os dois últimos representando também a Comissão Nacional)-; e as deputadas Luiza Erundina (PSB-SP), presidente da Subcomissão da Memória e Verdade da Câmara Federal, e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

 

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“Foi um momento histórico, tenso e, sobretudo, emocionante para nós que estávamos sendo conduzidos pelo Álvaro, que ali foi preso e torturado na década de 70”, afirmou João Capiberibe, referindo-se ao membro da Comissão Estadual da Verdade, o jornalista Álvaro Caldas, de 72 anos, preso e torturado por duas vezes nas dependências do DOI Codi, tendo sofrido choques elétricos, pau de arara e afogamento.

 

“O DOI-Codi foi o pior local por que passei na vida. O de maior sofrimento e dor, mas também de alegrias, quando um preso confortava o outro. Volto 40 anos depois. Das duas vezes em que fui preso, entrei com o capuz. A estrutura interna sofreu algumas mudanças, mas é possível reconhecer as salas em que aconteciam as torturas, uma rotina do DOI-Codi.

 

Outros portões precisam ser abertas e esse foi apenas o primeiro. É necessário saber onde estão os mortos e desaparecidos, e também ouvir os torturadores”, disse, emocionado, Álvaro.

 

“O dia de hoje é histórico. É a primeira vez que se consegue visitar as masmorras do DOI-Codi, onde presos foram torturados e mortos. E este é o primeiro passo para que o local seja transformado em espaço de memória, para que as gerações que não acompanharam esse período possam saber o que aconteceu aqui.

 

Os atuais integrantes das Forças Armadas não têm qualquer responsabilidade por esses crimes. Mas é direito da sociedade saber o que aconteceu.”, afirmou o presidente da Comissão da Verdade do Rio, Wadih Damous.

 

Na visita, Wadih entregou ao comandante do quartel, coronel Luciano, um ofício que tem como destinatário o Comando do Exército com pedidos de informações sobre acontecimentos do período da ditadura envolvendo repressão política na ditadura militar.

 

manifestadoicodi 335975827 nJoão Capiberibe considera que a visita representa um raio x da relação atual com os militares: “A visita ao DOI-Codi do Rio, que foi um dos principais centros de tortura do país, é uma espécie de reconciliação nacional, mas ainda percebemos que, ao negar informações sobre esse período, ainda existe um tabu nas Forças Armadas”, explicou o senador.

 

Ele vai encaminhar um ofício ao comando militar solicitando cópia das imagens, vídeo e fotos, e áudio dos registros feitos durante todo o tempo da visita pelos militares. “A diligência também teve um perfil muito pedagógico, sobretudo para aqueles jovens militares que nos acompanhavam e que certamente desconheciam casos como os de Álvaro Caldas. O testemunho dele durante nossa passagem pelas instalações deixou muitos deles visivelmente constrangidos e até de cabeça baixa”, revelou o senador Capi.

 

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) tentou forçar a entrada no local juntamente com a comitiva, mas sua presença foi vetada. “Não tem sentido levarmos conosco um defensor da ditadura e da tortura”, afirmou o senador Randolfe. Bolsonaro, que é militar da reserva, conseguiu entrar no quartel, mas, por exigência dos senadores, foi impedido de acompanhar a comitiva ao interior prédio do DOI-Codi. O Exército respeitou o veto da comitiva ao seu nome e Bolsonaro aguardou no pátio do batalhão.

 

No momento da entrada no quartel, houve troca de hostilidades entre Bolsonaro e João Capiberibe e, depois de um bate-boca, o deputado chegou a agredir Randolfe, que saíra em defesa de Capi, com um catucão na barriga.

 

Ao final, a tentativa de atrair holofotes sobre si e conseguir espaço na mídia levou Bolsonaro ao ridículo. Acompanhado de capangas, o deputado fotografava e filmava os manifestantes, fazia o “v da vitória” e dava “bananas” com os braços. Com esse comportamento, acabou sendo objeto de chacota por parte dos militantes que foram até a porta do quartel.

 

“A democracia é tão boa que dá espaço até para que viúvas da ditadura expressem suas ideias e tentem a qualquer custo aparecer nos jornais. Da próxima vez quem sabe ele aparece com uma melancia no pescoço”, ironizou Wadih Damous.

 

Fotos: Raphaela Gentil, Tânia Colker e Tania rego (Agência Brasil).

 

 

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Da Agência Senado - O senador João Capiberibe (PSB-AP) registrou em Plenário nesta quinta-feira (19) sua visita recente a Caracas, na Venezuela, onde participou de evento internacional em lembrança dos 40 anos do golpe militar no Chile e da morte de Salvador Allende, que classificou como "mártir da democracia latino-americana". O parlamentar chamou a atenção para o ciclo de regimes militares na América Latina que começou pelo Brasil, em 1964.

- Esses golpes têm uma característica comum: todos eles tiveram a presença ostensiva do governo americano, da CIA, das agências dos Estados Unidos, que trabalharam ativamente para desestabilizar e enterrar a democracia nesses países - afirmou.

 

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Capiberibe disse que os Estados Unidos buscaram desestabilizar o governo do presidente João Goulart, no Brasil, por vários meios, mas tiveram que "bater às portas dos quartéis". O senador e sua companheira, a deputada federal Janete Capiberibe, chegaram ao Chile como exilados em dezembro de 1971 e encontraram como disse, "um oásis de liberdade", com plena proteção dos direitos individuais - situação que comparou com a da Venezuela de hoje.

- Uma das identidades entre o processo chileno e o processo venezuelano é que, nesses dois países, a democracia está presente. Eu nunca vi tantas eleições como na Venezuela - disse.

Capiberibe condenou a "pressão permanente" dos Estados Unidos contra a autodeterminação dos povos latino-americanos, citando as recentes denúncias de espionagem da qual a Petrobras e a presidente Dilma Rousseff teriam sido alvos, e atribuiu à democracia brasileira a redução das desigualdades sociais e a reinserção do país na agenda global.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Em reunião com o ministro Celso Amorim, da Defesa, os senadores João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), presidente e vice-presidente, respectivamente, da Subcomissão da Verdade Memória e Justiça do Senado Federal, comunicaram a decisão de adiar a data da visita ao às instalações do quartel do 1ºBPE, na Tijuca, Rio de Janeiro.

A visita tinha sido fixada inicialmente para sexta-feira desta semana, dia 20, tendo sido suspensa devido ao veto do Exército ao nome da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) como integrante da comitiva. Na reunião de hoje com Celso Amorim, ficou acertado que os senadores definirão a composição da comitiva que visitará o local.

Já de volta a casa legislativa, os senadores decidiram que a diligência ao Batalhão ocorrerá na próxima segunda-feira 23/9, às 10h30. Da comitiva farão parte, além dos senadores Capiberibe e Randolfe, a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado; a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), presidente da Subcomissão da Verdade Memória e Justiça da Câmara Federal; o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), titular da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal; Antônio Cabral, procurador da República do Ministério Público do Rio de Janeiro e dois representantes da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão da Verdade Estadual Do Rio de Janeiro.

O DOI-CODI, que funcionava num prédio no interior do I Batalhão da Polícia do Exército, foi o principal centro de torturas do Rio na ditadura militar. A visita às suas dependências é o primeiro passo de uma campanha para transformar o local num centro de memória, a exemplo do que foi feito no antigo Dops de São Paulo e em centros de tortura na Argentina, no Uruguai e no Chile.

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O governador Camilo Capiberibe e o presidente da Eletrobras, José da Costa, assinaram o acordo que permitirá a gestão compartilhada entre a Companhia de Eletricidade do Amapá e a Eletrobras. O convênio estabelece a colaboração para o equacionamento econômico, financeiro e técnico. A solenidade, realizada no Ministério de Minas e Energia, contou com a presença de senadores, deputados federais e estaduais, além do ministro Edson Lobão. Registrada em vídeo, uma grande conquista para o desenvolvimento do Amapá. A energia que gera desenvolvimento. Agora, a CEA terá gestão compartilhada com a Eletrobrás. Depois do desgoverno que levou ao sucateamento e aos apagões, o governador Camilo Capiberibe cumpre o compromisso de governo. Com o esforço do secretariado, da Bancada Federal e da diretoria da CEA, recupera e reergue a Companhia de Eletricidade do Amapá. Mais uma conquista que dá orgulho aos Amapaenses! Veja a matéria em video aqui:  http://www.youtube.com/watch?v=31SqgyBplL8&feature=youtu.be

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Segunda, 16 Setembro 2013 12:40

Capiberibe lança livro sobre exílio no Chile

Do site do Clic RBS - O lançamento do livro será nesta segunda-feira, às 19h, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country (Avenida Túlio de Rose, número 80).Trata-se do seguinte: entre 1970 e 1974, o hoje senador João Capiberibe (PSB-AP) e sua família viveram uma emocionante e perigosa epopeia pela América do Sul. João, Janete e a filha Artionka, ainda um bebê, conseguiram escapar de Belém, no Pará, e chegar a Santiago, no Chile, sempre com os agentes da ditadura militar brasileira em seu encalço.No meio do caminho, a aventura e a família ganhariam novos e frágeis integrantes, os gêmeos Camilo e Luciana. Juntos, eles atravessaram florestas por rios e estradas, viajaram a pé, de barco, caminhão, avião e ônibus, sem documentos, dinheiro ou pertences, fugindo da morte e buscando um Brasil mais justo e democrático.- Fazia tempo que eu ensaiava escrever essa história – diz Capiberibe. – Entre amigos, quando se falava dos anos de chumbo, alguém quase sempre pedia que falasse da minha experiência pessoal. De tanto insistirem, terminei considerando a hipótese de escrevê-la.A gestação do livro levou cerca de quatro anos, de julho de 2009 a maio de 2013.
O compromisso foi acentuado quando Capiberibe observava, certa vez, um recorte amarelado de jornal de 1970 com a manchete “Perigoso subversivo caçado pelos federais”, acompanhada de duas fotos, de frente e de perfil, do jovem João Capiberibe. Ele diz que, para honrar a promessa de escrever o livro contou, ainda, com o socorro de amigos que ajudaram a avivar sua memória. Hoje, Capiberibe até zomba dos riscos de sua epopeia.- Sou como todo mundo: quando me distancio do perigo, tendo a desdenhar dele. Mas minha satisfação com a vida é tamanha que me permito fazer troça com páginas viradas pelo tempo – explica.Além de apresentar ao leitor momentos tensos e também os de alegria da jornada que se inicia na prisão e termina no exílio, o livro traça um rico panorama das lutas contra governos ditatoriais em todo o mundo.Capiberibe, nascido em Afuá, Ilha de Marajó (Pará), em 1947, teve contato com a Ação Libertadora Nacional (ALN) quando estudou Economia. Em 1970, foi preso pela ditadura civil-militar. Em 1971, empreendeu uma fuga do presídio que o levou, depois de uma passagem por Bolívia e Peru, ao Chile de Salvador Allende.Com o golpe de Estado de Pinochet, conseguiu asilo político no Canadá, onde se formou em zootecnia. Em 1978, foi para Moçambique trabalhar como cooperante internacional e assessor do Ministério da Agricultura. Retornou ao Brasil no final de 1979, após a Anistia. Em 1984, foi secretário do Desenvolvimento Agrário em Cruzeiro do Sul, Acre, e de 1985 a 1987, secretário de Agricultura do Amapá. Elegeu-se prefeito de Macapá, em 1988, e governador do estado do Amapá, em 1994, sendo reeleito em 1998. Suas gestões implementaram programas de governo baseados nas diretrizes da Agenda 21, pautada pelo desenvolvimento sustentável. Foi eleito senador pelo Amapá, em 2002, e reelegeu-se em 2010, é autor da Lei Complementar 131/2009, conhecida como Lei da Transparência.
InícioPostado por Leo Gerchmann, às 7:29

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