O senador João Capiberibe e a deputada Janete Capiberibe participaram hoje à tarde (20) da abertura da exposição de artesanatos, biojoias e vestuário da Escola de Pesca de Santana. A exposição fica até 22 de junho no Espaço Mário Covas, na Câmara dos Deputados, e os professores e estudantes da Escola de Pesca serão os monitores da exposição na capital federal.

As biojoias, roupas e calçados são confeccionados com peles e escamas de várias espécies de peixes, como acaraçu, tamatá, pirarucu, tilápia, amanã, sarda, pescada amarela, entre outras.

Capiberibe destacou que a Escola de Pesca de Santana foi criada quando ele governava o Amapá e a deputada Janete era secretária de Indústria, Comércio e Turismo, e que a Escola de Pesca foi implantada, dentro das diretrizes do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá – PDSA.

“A Escola foi planejada para se construir algo diferente, dentro dos moldes do desenvolvimento sustentável, do equilíbrio entre o homem e a natureza e do incentivo à cadeia produtiva. E faço aqui um reconhecimento, se não fossem vocês com entusiasmo e dedicação, essa escola já tinha fechado as portas e mesmo com as precariedades, ela continua existindo e resistindo”.

A deputada Janete ressaltou que os produtos produzidos pela Escola de Pesca são fontes de renda para a população que fazem esse artesanato e fomentam o turismo sustentável com desenvolvimento social e econômico do Estado do Amapá. “A escola continua oferecendo educação técnica de qualidade para os jovens do nosso Estado e, principalmente, de Santana”.

Vale lembrar que para fortalecer o trabalho da Escola de Pesca de Santana, a deputada Janete Capiberibe destinou emenda de R$ 150 mil para aquisição de uma van para o transporte de alunos, artesãos e professores, cuja aquisição já está na tomada de preços. Ela se comprometeu de colocar mais R$ 1 milhão, em 2019, para implantar na Escola uma indústria de pescados.



Textos Sizan Luis Esberci e Greicy Pessoa

Fotos: SÉRGIO FRANCÊS

Segmentos de diversos setores da sociedade amapaense participaram na manhã desta segunda-feira, 18, de uma audiência pública para debater o Projeto de Lei do Senado (PLS) 278/2016, que altera a lei brasileira de inclusão das pessoas com deficiência, no qual o senador João Capiberibe (PSB) é relator.

A próxima audiência ocorrerá no dia 28 deste mês, em Brasília, na Comissão de Educação do Senado Federal. No Amapá, a exemplo de todo Brasil, o ponto de polêmica da proposta, cujo autor é o senador Romário (PSB), é o artigo 28, inciso XVII, parágrafo 4.

Resumidamente neste ponto a lei diz que será admitido, mediante prévia anuência da instituição de ensino, que o estudante com deficiência ou sua família contratem profissional de apoio escolar de sua própria escolha, responsabilizando-se, neste caso, pelo pagamento de sua remuneração e quaisquer encargos. E é a partir deste que daí surgem perguntas do tipo: e quem não tem dinheiro? Ou polêmicas de que a lei ao invés de ajudar vai aumentar ainda mais a exclusão.

O presidente da Associação de Cegos e Amblíopes do Amapá, João Batista, disse, por exemplo, que a sociedade precisa compreender mais cada detalhe desta proposta e ao mesmo tempo evitar que ela crie barreira sociais.

O presidente da Comissão Especial de Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB/AP, Alessandro Silva, falou que o Brasil é bem servido de leis que apoiam a pessoa com deficiência, mas falta garantir de fato o cumprimento dessa lei, porém, para que isso ocorra, é necessário garantir a integração dos poderes e participação efetiva da sociedade.

O temor da representante da Secretaria Municipal de Educação, Ely do Socorro, é evitar regressão dos direitos já adquiridos. “O principal ponto diz respeito ao cuidador, onde quem tem dinheiro pode ter um dentro da sala de aula e quem não tem fica só olhando. Não podemos permitir isso”, destacou.

A coordenadora Municipal de Mobilidade e Acessibilidade da prefeitura de Macapá, Raquel Capiberibe, defende que cuidador dentro da sala de aula é dever do poder público e não do cidadão e que a lei, da forma que está, é prejudicial as pessoas que possuem deficiência.

Segundo dados apresentados pela deputada Cristina Almeida (PSB), que mediou a audiência pública, somente 26% das escolas do Brasil estão aptas para receber pessoas com deficiência e que dos 700 mil alunos com deficiência matriculados 93% estão na escola pública. “A sensação que temos é que essa lei tem o propósito de beneficiar os 7% dessa parcela que pode pagar um profissional para cuidar exclusivamente do seu filho”, pontuou a deputada.

Por conta de tantas polêmicas, a solução apresentada ao senador Capiberibe, que é o relator da matéria, é que seja apresentado um substitutivo à lei corrigindo essas falhas e garantindo que o Estado possa olhar com mais carinho para as crianças que desejam a inclusão social.

“Nosso objetivo com essa audiência é justamente relatar uma lei que vá de encontro aos anseios da sociedade, que beneficie, inclua e não exclua e as propostas apresentadas aqui serão defendidas em Brasília e quem sabe até não podemos apresentar um substitutivo com base no que foi debatido no Amapá”, informou o senador.

Por fim a deputada Cristina Almeida lamentou que órgãos importantes neste debate, que foram convidados, como Secretaria de Estado da Educação, Ministério Público Federal e Estadual, não enviaram representantes.

 

O senador João Capiberibe (PSB/AP) destacou em seu discurso no plenário desta quarta-feira (30) a desesperança que se instalou entre o povo brasileiro e a falta de perspectiva para a solução da crise que se firmou no Brasil e está obstruindo a democracia. “A cada dia uma novidade, são inúmeras as operações da Polícia Federal para combater os desvios de recursos públicos e a corrupção. Claramente temos um distanciamento entre a representação política e seus representados”, afirmou.

Capiberibe repetiu o que sempre diz em seus pronunciamentos, que a sociedade não se sente representada pelo Governo atual, que é inoperante e sem legitimidade. “Proponho uma solução de médio e curto prazo para o problema da legitimidade democrática e da participação popular, que é o controle social mais rígido em torno das ações do Estado”.

O parlamentar explicou sobre a Gestão Compartilhada. “É um projeto que permite aos cidadãos organizados em grupos de Whatsapp acompanharem a execução de obras, serviços públicos ou compras governamentais, ou seja, acompanharem os gastos públicos. É colocar nas mãos do cidadão uma eficiente ferramenta de controle social”. Esse projeto já foi aprovado por unanimidade no Senado e está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados.

Capiberibe acredita que por meio da Gestão Compartilhada será possível finalmente o encontro entre os representantes políticos e o cidadão, que terá o controle social dos mandatos e também da condução do Estado Brasileiro”.

Vale destacar que o senador socialista possui um aplicativo que permite que a sociedade acompanhe as ações do seu mandato e vai além, permite que o cidadão participe, opine e seja um verdadeiro agente fiscalizador.

“ O abismo entre a sociedade e seus representantes precisa ser encurtado através do uso da tecnologia, das redes sociais, para acompanhar nossas atividades e todas as nossas ações”, disse Capiberibe.

Confira a íntegra do discurso aqui:

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