Quarta, 28 Fevereiro 2018 10:20

Vejam só o que aconteceu

 
Joaci Rabelo*
 
Oiapoque hoje vive em paz, mas nem sempre foi assim, atébem pouco, coisa de três a quatro anos atrás, a violência dominava a cena, assassinatos, estupros, tráfico de drogas, assaltos a comercios e prostituição infantil, infernizavam nossas vidas aqui na fronteira. Pior, essa brutalidade tinha torcida organizada a favor, gente importante fazia discurso nacionalista apontando o dedo contra os franceses do outro lado do Rio dizendo que eles, aliás a polícia deles, iria invadir o lado de cá, para prender nossos nacionais, caso a Câmara e o Senado aprovassem o acordo de cooperação franco brasileiro de combate ao garimpo clandestino e a pesca predatória. E mais, propalavam aos quatro ventos, caso esse acordo vingasse, o comércio de Oiapoque definharia levando seus empresários a falência e o povo ao desemprego.
 
Discurso redondo, fácil de ser embalado e vendido como verdadeiro em defesa de uma grande “causa”, ou seja, a sobrevivência dos moradores de nossa cidade.
 
Uma romaria de políticos e autoridades constituídas vindas de Macapá baixaram no município promovendo debates em emissoras de rádio, e audiências públicas na Câmara Municipal, repetindo a cantilena assustadora da tragédia anunciada. Mas isso não bastava, careciam de uma Geni para ser cuspida e apedrejada por tamanha desgraça, e assim despertar a ira popular.
Sobrou pra quem? Claro, pra quem defendia e articulava a aprovação do acordo no Congresso, no caso o ex governador Camilo, a deputada Janete e o Senador Capi. A campanha odiosa, promovida por esses canalhas, atingiu seus objetivos, conseguiram a tal ponto demonizar a imagem pública desses representantes que em 2014, Camilo teve uma pífia votação no município. Testemunhei esses acontecimentos, acompanhei de perto a infâmia engendrada pelo crime organizado para tentar impedir a aprovação do acordo com a França.
 
Mas o tempo não para, e mostrou quem sempre esteve do lado da razão. O acordo de combate ao garimpo clandestino e a pesca predatória, foi aprovado na Câmara e Senado, sancionado pela presidente Dilma Roussef, hoje está em pleno vigor, graças a articulação e a credibilidade do Senador Capi e da Deputada Janete, que nos representam em Brasília.
Hoje, às polícias dos dois lados trabalham em cooperação, agem em conjunto livrando nossas fronteiras das garras do crime organizado. Estamos aliviados e mais tranquilos, confiantes que essa paz seja duradoura. Quanto ao comércio posso lhes afirmar, vai muito bem obrigado! Oiapoque desconhece a crise econômica que castiga os demais municípios do Estado.
E por último, vejam só as voltas que o mundo dá, parte daquelas autoridades que se opuseram ao acordo de combate ao garimpo clandestino e a pesca predatória foram presas acusadas de várias crime, algumas delas continuam encarceradas até hoje a disposição da justiça, que tarda, mas um dia termina por acontecer.
 
*Joaci Rabelo, morador, cidadão, empresário, ex presidente da Associação Comercial de Oiapoque, ex vereador e ex presidente da Câmara, não poderia deixar de fazer esse reconhecimento histórico, e ao mesmo tempo, agradecer por tudo que o casal Capiberibe e seu filho Camilo fizeram, e continuam fazendo pelo nosso povo. Obrigado!
 
Foto:Alan Kardec


Na última sexta-feira, 23, o senador Capiberibe e a deputada Janete participaram da Assembleia dos Povos indígenas do Oiapoque, cuja pauta foi a avaliação das políticas públicas destinadas às etnias que habitam a região. Na ocasião, os dois parlamentares socialistas alertaram os indígenas sobre os recentes ataques aos seus direitos, sobretudo, sobre a questão da posse de suas terras.

Saúde e Educação foram as políticas avaliadas pela assembleia. Divididos em grupos, os indígenas apontaram os problemas e as soluções para melhoria dos serviços oferecidos pelo poder público. Atendimento médico deficitário na Casai e falta de escolas nas aldeias foram pontos negativos apontados, entre outros.

Na sua fala, Janete disse que são poucos os deputados federais que defendem a causa indígena, e que existe uma constante ameaça de retrocesso nos direitos garantidos pela constituição de 1998, no que tange a demarcação das terras indígenas. “A bancada ruralista quer mudar a legislação para conseguir mais terras para suas fazendas”, explicou.

Já o senador Capiberibe disse que é fundamental o melhoramento das ações de saúde e educação voltados à comunidade indígena, mas exortou que a luta pela manutenção dos diretos dos povos indígenas é uma necessidade urgente.

“O orçamento da Funai foi cortado pela metade, ruralistas querem avançar suas fazendas sobre as terras indígenas e o governo federal é dominado por partidos golpistas, como o Democratas, antigo PFL, que votam sistematicamente contra os interesses indígenas”, disse o senador.

O senador João Capiberibe (PSB/AP) esteve nesta quarta-feira (21) na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília, para tratar da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Salto Cafesoca. O projeto, administrado pela SAPEEL, compreende 7,5 megawatts de energia, na região do Oiapoque, no Amapá.

“Esse é um projeto que começou em 1995, quando eu era governador do Amapá. Só que parece que a presidência do Ibama não está querendo a construção da PCH Salto Cafesoca, pois o próprio órgão já emitiu parecer técnico pela viabilidade da PCH, mas condiciona a emissão da Licença Prévia a uma anuência do Governo Francês. Isso é um absurdo, o projeto está localizado em território brasileiro, mas mesmo assim o Ibama insiste em consultar as autoridades francesas devido a um “desvio do Rio Oiapoque”, destacou o senador.

Capiberibe ainda lembrou que está sendo ampliada a PCH Saut Maripa, na Guiana Francesa, nos mesmo moldes da PCH Salto Cafesoca, que também prevê a fase do “desvio do Rio” e o governo francês não pediu nenhuma anuência para o Ibama, no caso órgão que representa o Governo Brasileiro.

“Essa PCH é o modelo de desenvolvimento que nós queremos para a Amazônia, onde as atividades econômicas sejam combinadas com a preservação ambiental. Na reunião de hoje, os coordenadores e assessores do Ibama ficaram de conversar com a presidente Suely Araújo - que devido a outros compromissos não pode estar presente na reunião - para rever essa decisão do órgão. Espero que tenham bom senso e destravem o projeto. Essa é a minha expectativa”, enfatizou Capiberibe.

Energia limpa – Vale lembrar que já foi instalado também na região do Oiapoque um parque de energia solar, que é o primeiro do norte do País. O parque gera 4 megawatts de energia firme, não poluente, dentro dos conceitos do desenvolvimento sustentável.
Esse parque solar, junto com a PCH Salto Cafesoca, que vai gerar 7,5 megawatts, vão somar 11,5 megawatts de energia, o suficiente para atender mais que o dobro da necessidade do Oiapoque.

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